sábado, 9 de abril de 2011

CASARÕES TOMBADOS?



CASARÕES DE ESTÂNCIA: PATRIMÔNIO ESQUECIDO


Manchete : SAIU NO CINFORM/CASARÕES DE ESTÂNCIA: PATRIMÔNIO ESQUECIDO


Muitos deles foram tombados pelo Estado. No entanto, isto não tem sido suficiente para melhorar a situação dos prédios.
Construções majestosas, de grande valor histórico, erguidas, em sua maioria, no século XIX, estão pedindo socorro, em Estância. Prédios como o da antiga Câmara de Vereadores, no centro da cidade, entre tantos outros exemplos, encontram-se em péssimo estado de conservação. Muitos chegaram a ser demolidos. Outros simplesmente foram ignorados, deixando em risco a identidade de um dos berços culturais de Sergipe.
“Vários casarios antigos, espalhados por toda a cidade, estão se acabando aos poucos. Muitos foram tombados, inclusive ilustram um dos catálogos do Governo do Estado, mas isto não tem sido suficiente. Deveria haver uma política forte, municipal, aliada à estadual, para impedir que coisas assim aconteçam. Em Alagoas, por exemplo, os prédios antigos são utilizados como museus. Aqui, acham que o bom mesmo é demolir”, destaca o radialista Magno de Jesus.


SÓ NO PAPEL

Acaba sendo irônico o fato de o Governo produzir um livro que reconhece a existência de monumentos importantes espalhados por Sergipe e ainda destacar que todos são ‘bens protegidos por lei e tombados através de decretos do (próprio) Estado’. Não é isto o que acontece na prática.

Fachadas com rachaduras, rebocos caindo e estrutura interior pra lá de comprometida são problemas comuns em todas as edificações antigas. “Na Praça Barão do Rio Branco, também no centro, já foram demolidos uns três grandes e importantes casarios. Em um desses momentos, eu estava passando e vi que o pedreiro retirava os azulejos, de origem portuguesa, para vender a outra pessoa. É um absurdo”, denuncia Magno.

O radialista acrescenta que o prédio da antiga Câmara começou a ser demolido pelos fundos. O jornal local divulgou a notícia, a prefeitura tomou conhecimento e interditou a área. “As ruas capitão Salomão e Pernambuquinho também abrigam vários prédios. São todos muito lindos, porém esquecidos. A destruição vem sendo total, infelizmente”, destaca a dona de casa Maria Alves Santos, 32.

Até o fechamento desta matéria, a reportagem não conseguiu contato com a Prefeitura de Estância nem com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico nacional – IPHAN – para conversar sobre o assunto. (Edição nº 28/03 a 03 de abril de 2011).

Matéria retirada do site A Tribuna Cultural - http://www.atribunacultural.com/modules/xnews/article.php?storyid=329

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Documento Fotografado e Transcrição.




Transcrição do Documento


11/8/1836
Manuel [?] em conformidade de delibera-
ção tomada em Sanção do Tribunal de acorr-
do com o parecer do Conselheiro Procurador Fis-
cal responde ao off.º do I.  Inspetor da The-
souraria da Prov.ª de Santo Antonio de 4
de Julho ultimo sob n.º 66 1.º que a garantia
da disposição do § 1.º do Art.º 9 da Lei n.º 98
de 31 de Outubro de 1835 na sua parte final
comprehende para o pagamento do Imposto
de ancoragem de todas as Embarcações de cabota-
gem de barra fora, ou naveguem de umas p.ª
outras Provincias, ou para portos da mesma
Prov.ª e 2.º que na abolição de emolumentos
decretados no [?] § 1.º do Art.º 9.º da citada
Lei se comprehendem os dos Passaportes, Portuarios
e Passes das Embarcações por sahida. Tesouro
Publico Nacional em 11 de Agosto 1836 = Ma-
nuel do Nascim. to Castro e S.ª =

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Causa: Descaso com a manutenção e a preservação dos casarões históricos de Estância-SE



Objetivo geral - Trazer à sociedade a importância histórica destes casarões através da mobilização social, e tentar conseguir a sua restauração e a constante manutenção deste patrimônio.

Objetivo específico – Buscar entre sociedade e os orgãos públicos, quer sejam eles responsáveis pela conservação dos casarões coloniais de Estância ou não, uma forma de preservar esse acervo, assim como, criar nas novas gerações um sentimento de compromisso com a sua história e a preservação do patrimônio material que a constitui.


Histórico – O IPHAN em 27 de julho de 1962 tombou a Casa à Praça Rio Branco nº. 35. Sobrado colonial que possui telhado em quatro águas com beirais e cimalha de madeira. No térreo possui quatro portas e três janelas alternadas de vergas curvas e ombreiras de madeira. O segundo pavimento possui sete janelas com balcões em balautradas em madeira. As fachadas laterais do pavimento superior possuem janelas semelhantes às da fachada principal. A fachada posterior apresenta o prolongamento do piso superior sobre pilastras de alvenaria. O prolongamento tem pé direito baixo e oito janelas geminadas de construção mais recente. O único exemplar acautelado em nível federal, incluído no livro de tombo histórico, na verdade, uma homenagem à rica história de Estância. E também mostra a predileção do órgão federal por bens coloniais em detrimentos dos ecléticos, fato que só foi superado a partir dos anos oitenta.
Entretanto, são os sobrados e casas azulejados, muitos tombados pela Secretária de Cultura do Governo do Estado de Sergipe, que se destacam na paisagem urbana. Citamos os imóveis:
- Rua Capitão Salomão nº.67; Rua Pedro Soares nº. 442 (ou Cap. Salomão nº 84) - (imóvel que sofreu recentemente uma séria descaracterização com mutilação do portico com gradil metálico e destruição do interior do pavimento térreo); Rua Capitão Salomão nº. 122; Rua Capitão Salomão nº. 136; Rua Capitão Salomão nº. 227; Rua Capitão Salomão nº. 228; Rua Capitão Salomão nº. 256; Rua Duque de Caxias nº. 339; Rua Capitão Salomão nº. 162;
Também são tombados pelo Governo Estadual a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e a pintura em óleo sobre tela Misericórdia e Caridade de autoria de Horácio Hora do Hospital Amparo de Maria.
Alguns desses imóveis citados estão em estado inadequado de conservação. E vários outros sobrados ou trechos urbanos mereceriam ter sido incluídos na lista do Patrimônio Estadual, e talvez nacional, porém foram destruídos ou deformados. Muitas vezes reação de aversão da própria população contra a figura do tombamento e seus efeitos sobre a propriedade do imóvel.
Infelizmente, a Prefeitura Municipal nunca tomou atitudes a fim de preservar o rico acervo arquitetônico, paisagístico e urbanístico da cidade de Estância, compostos por sobrados azulejados, coloniais, casas ecléticas, art-déco, e até alguns bons exemplares de arquitetura modernista. Igrejas e acervos sacros. Fábricas e vilas operárias. E o próprio espaço urbanos com suas ruas, praças, texturas e cores. Pior, muitas vezes os prefeitos incentivaram a destruição ou a desinformação quando pregam que o tombamento engessa a cidade.
Por fim, o município ainda possui exemplares remanescentes de antigos engenhos de cana-de-açúcar. O ciclo da cana-de-açúcar e o engenho tiveram papel significativo na formação econômica e social do povo sergipano e o sul do estado também participou ativamente da economia açucareira.


Objetivos a serem alcançados.


1-Atrair o maior número de pessoas a favor da causa.
2-Atrair a atenção do Ministério Público para o problema da degradação dos casarões do período colonial da cidade de Estância.
3-Sensibilizar as esferas do poder para que debates e palestras sejam realizados nas escolas, no intuito de concientizar os estudantes para a importância de tal acervo para o entendimento da sua própria história.
4-Pleitear junto a Câmara de Vereadores de Estância, a criação do dia da Preservação do Patrimônio Histórico de Estância. 




Referência
  1. http://www.slideshare.net/profcaroline/patrimnio-arquitetnico-de-estncia-se 
  2. http://pt.wikipedia.org/wiki/Est%C3%A2ncia_%28Sergipe%29
  3. http://www.infonet.com.br/silviooliveira/ler.asp?id=97054&titulo=silviooliveira